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“#Beat Talk” Com Gaia Beat [Entrevista]

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Para essa primeira edição do Beat Talk, convidamos o produtor Gaia Beat que disponibilizará no dia 26 de Maio em todas plataformas digitais pela Alvalade Records, o álbum “Orgulho do Alvalade“.

 

CQC: A quanto tempo produzes?

R: Produzo desde os meus 11 anos de idade

CQC: Como se interessou pela produção?

R: O meu interesse pela produção, veio por intermédio do meu irmão mais velho que na altura era músico e produtor.

CQC: Sua maior inspiração?

R: A minha maior inspiração é o momento, o meu dia-a-dia, tudo ao meu redor inspira-me!

CQC: Qual é o seu beat favorito das músicas lançadas e assinadas por você?

R: Na verdade não tenho um único beat favorito, eu gosto de todos eles da mesma forma. São meus amigos.

CQC: Um plugin que não pode faltar na sua lista?

R: Nexus

CQC: Como você vê o actual mercado de beatmaker em Angola? Já se pode viver só disso?

R: Graças a Deus já se vê muitos beatmakers a fazerem sucesso em simultâneo, acredito sim que já se pode viver disso, só depende do respeito, valorização do seu próprio produto e caso ainda não se viva da produção, eu mesmo estou incumbido de fazer com que os presentes e futuros produtores venham a viver desta profissão. Esta é uma das minhas missões, Trabalhar para o futuro da musica Angolana.

CQC: Um artista nacional e um internacional que gostarias de fazer um projecto colaborativo?

R: Prodígio e Drake

CQC: Tens no álbum “Orgulho do Alvalade” todos os artistas que idealizaste?

R: Na verdade não porque este não será o último álbum a ser lançado por mim e nos futuros álbuns, terei mais artistas que pretendo trabalhar.

CQC: Sendo que não cantas, foi mais complicado pra ti concluir o projecto?

R: Não porque independentemente do artista captar ou fazer a melodia, eu tenho algumas noções e vibes dentro de mim, trabalho sempre com os artistas que me caracterizam e é sempre mais fácil para mim quando é um artista que já me transmite vibes.

CQC: Depois do álbum, que outros projectos tens em mente?

R: Tenho o King Of Afro 6, pronto, é um álbum mais internacional, pretendo lançar em França e adianto já que tem a participação do grande Nanuto no saxofone.

CQC: O que você pensa sobre a valorização do produtor em Angola?

R: Hoje já não tenho resposta para esta questão, porque já tive uma fase da minha vida em que me preocupava com a valorização do Produtor em Angola perante as pessoas mas hoje ultrapassei e acho que para cada Produtor, se houver uma única pessoa que goste do seu trabalho, ame-a e faça com que mais pessoas lhe valorizem mas não fique sentado a espera que lhe venham valorizar em sua casa ou no estúdio. Valoriza quem quiser e não critique se não lhe valorizarem.

CQC: Recado para quem esta à começar a produzir?

R: Trabalhe sempre motivado e tente sempre ser pontual e num país como Angola, devemos trabalhar na musica tal igual como se estivéssemos a trabalhar no Banco ou em outra empresa que ganhamos o salário mensal, porque se não valorizarmos o nosso trabalho com procedimentos tal igual aos de outra instituição, estaremos a afundar o nosso barco .

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