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“#Beat Talk” Com Aleny [Entrevista]

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Majaio Pedro aka Aleny é o nome do beatmaker de 30 anos que começou a produzir os seus próprios instrumentais aos 19 anos mas só passou a ganhar uma certa notabilidade, apôs  vencer o concurso de produção realizado pela Cérebro RecordsBeat Down” e colaborar com artistas como DJ NC, Reptile, DJ Elly Chuva, Slash Stana, NGA e outros não menos importantes.

 

CQC: A quanto tempo você produz?

Aleny: Bem, Eu comecei a produzir em 2008 é só fazerem as contas (Risos)

 

CQC: Como se interessou por produção ?

Aleny: Me interessei, por Influência do meu irmão Cris, que na época tinha o “FL studio 7 Demon” no computador e eu aproveitava produzir quando ele fosse para à escola, produzia as pressas, extraia o instrumental do programa e colocava no MP3 que tinha porque o FL Studio Demon, não dava pra gravar em formato FL e por outra, “o meu irmão não gostava que tocassem no computador dele (Coisas de irmão mais velho).”

 

CQC: Sua maior inspiração ?
Aleny: Se eu citar uma só, não estaria a ser justo, então aqui vai.

Internacionalmente 9th wonder, DJ Premier, Pete Rock, Dr Dre + Jdilla e a nivel nacional, Tafinha, Laton e Raiva, eram os meus heróis aqui na banda.

 

 CQC: Qual é o seu beat favorito das musicas lançadas e assinadas por você?

Aleny: Samuel Clássico – “Aonde”, faixa número 8 do álbum “A voz do Povo” da Pirline.

Apesar de fazer Beats pesados, eu curto de cenas calmas, eufônicas e sinfônicas que me façam viajar.

CQC: Qual é o software que usa para produção e porque ??

Aleny: FL Studio 20 + Logic Pro.

FL Studio porque trabalho com ele desde que comecei, é muito prático e preciso, consigo fazer tudo que imagino.

Logic Pro porque gosto dos sons, gosto das waves  semi reais e tem muitíssima qualidade sonora.

 

 CQC: Um plugin que não pode faltar na sua lista?

Aleny: Korg Legacy Collection

 

 CQC: Como você vê o mercado de beatmakers em Angola? Já se pode viver só disso ??

Aleny: Eu diria que não está como gostaríamos que estivesse, numa percentagem de 100% eu daria 20%.

Por outra o mercado tem bons Beat Makers no anonimato e conhecidos mas pouquíssimos conseguem viver somente da musica, só se ele for do tipo que escreve, direciona, grava, mistura, masteriza, etc esse é o “Cara” ou se ele tiver um bom team ao seu lado, consegue sim sobreviver mas é MUITO DURO!!

 

CQC: O que você pensa sobre a valorização do produtor em Angola??

Aleny: A valorização começa de nós mesmos, saber se respeitar, saber se impor, estar bem munido de conhecimento para evitar ser objecto de artista que só querem tirar proveito de ti. O artista complementa o produtor e o produtor complementa o artista, nenhum é mais importante que o outro.

Repara que são poucos os artista que numa entrevista falam dos produtores, para ver nos banners das musicas o nome de quem produziu você tem que usar lupa. Não deu ideia, só porque baixou o volume do instrumental o nome  vem como co-produtor e pra piorar, ainda tem alguns que tiram o teu Tag “assinatura do producer” do Beat. WTF

Nós já não ganhamos Royalties, então pelo menos respeitem o nosso trabalho, citando os nossos nomes, isso já faz alguma diferença.

 CQC: Um artista nacional e um internacional que gostarias de fazer um projecto colaborativo??

Aleny: Artista nacional que gostaria de fazer um projecto colaborativo Dji Tafinha e internacional Wet Bad Gang.

 

 CQC: Recado para quem esta à começar a produzir ??

Aleny: Coloque Deus em tudo que planejares, invista em si e no que você faz, vai a busca do conhecimento e coloque em prática, tenha princípios, seja um bom negociador, faça colaborações e não se intimide com nenhum produtor, cada um tem o seu skill.

OBS: “Se estiveres no Top, não seja arrogante, saiba se impor quando necessário mas seja humano que os teus feitos vão falar por si”.

 

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