Há cinco anos, a 25 de maio de 2015, a BANTUMEN foi lançada online a partir de Angola, por um coletivo de jornalistas portugueses e angolanos, para colmatar uma lacuna gritante nos meios de comunicação social tradicionais em português: a falta de representatividade da comunidade urbana afrodescendente.

Nestes cinco longos anos de estrada, a plataforma digital conquistou mais 1,5 milhões de utilizadores no website, perto de 60 mil seguidores orgânicos no Instagram e mais de 115 mil no Facebook.

Triunfámos na missão inicial definida, quando o segmento de produção era ainda primitivo: dar voz ao talento negro desta vasta lusofonia que tão pouco, e muitas vezes mal, é representada nos diferentes canais de difusão de informação. Além da língua que nos representa, a plataforma digital criou um lugar de intercâmbio onde o público se possa rever, encontrar e descobrir referências.

Hoje, com a sua base editorial em Lisboa, a BANTUMEN marca presença em Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e, mais recentemente, no Brasil. O objetivo primordial é interligar a cultura negra que brota nestas seis localizações, e consequentemente na sua diáspora, materializando o real sentido de comunidade lusófona, onde todos cabemos.

Para assinalar devidamente este percurso, foi desenvolvido o BANTUFest, um festival de música e partilha de experiências entre vários atores da cultura e lifestyle do movimento urbano dos vários países onde a BANTUMEN se faz presente.

Contudo, a pandemia de covid-19 fez-nos repensar a programação de um ‘get together’, pelo que esta iniciativa vai decorrer de forma virtual, dando seguimento à nova rotina social que o coronavírus obrigou o mundo a assumir.

Assim, de 8 a 25 de maio – através da conta oficial da BANTUMEN (@bantu_men), o público vai poder assistir a uma multitude de eventos que incluem concertos, conversas e entrevistas com líderes de projetos de comunicação, artistas de renome lusófono e não só. Entre eles, Carla Prata, Toty Sa’Med, Os Hanormais, 2Contra1, Cenas que Curto, Phedilson, Paulelson, Yuri Latino, Toy Toy T-Rex, TRX; Calema e Soraia Ramos de Portugal; Rincon Sapiência, DJ Livea, DJ Jossdee e Jotta.pê do Brasil; Hernâni da Silva de Moçambique e o internacional Boodhi Satva, entre vários outros nomes de relevo do panorama artístico negro da lusofonia.

A concretização desta iniciativa à escala lusófona só é possível a partir do esforço conjunto de vários parceiros, como a Sony Music Portugal, a revista digital angolana Platinaline, os estúdios Big Bit, a produtora discográfica Klasszik, o Centro de Investigação Artística HANGAR e o programa digital 2 contra 1.


Cenas Que Curto

CEO do site CenasQueCurto.Net