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[Versus] Projota Vs Phay Grand O Poeta, activismo social

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O Versus está de volta. Com mais uma análise às letras de dois MCs bastante conhecidos na Lusofonia. Pelo menos nos seus países de origem são MCs de renome. Projota, directo de São Paulo, Brasil e Phay Grand o Poeta, directo do Catambor, Luanda, Angola.

ProjotaPara começar temos “Rap do ônibus“, música que faz parte da Mixtape “Não há lugar no mundo melhor do que o nosso lugar“, um dos trabalhos que ajudou a projectar ainda mais a carreira desse artista.

Projota fala da dificuldade de chegar ao trabalho, o transporte público representa ainda um dos grandes problemas do “país do futebol” ,  fazendo com que a produtividade não seja das melhores. Para piorar a situação,  de vez em quando decidem aumentar o preço dos transportes públicos e aí começa uma onda de contestação pública, resumida nessa música.

Algumas linhas de destaque:

Cuidado onde pisa, pois pode ser meu pé
Cuidado onde alisa, pode ser minha mulher
Veja quem manifesta, o exército de Zé
Cuidado com o que testa, pois pode ser minha fé
Meu povo quer ver melhorar
Porque dá mais trabalho chegar no trabalho do que trabalhar
Mais tarde, quando você ver o pivete roubar
É porque o pai dele tava no buzão em vez de tá lá pra educar

Veja a letra completa

Phay-Grande-Pao-Burro-2a-via-2007Na música “Arroz + no mo mambo“, extraída do álbum “Pão Burro [2ª Via]“, Phay Grand conta como foi o dia de um trabalhador independente,  num dia em que recebe o pagamento pelo seu trabalho. No seu estilo característico ele conta passo a passo quais foram os obstáculos encontrados até chegar ao fim de um glorioso dia.

 Tal como Projota, Phay Grand descreve a dura realidade dos transportes públicos em Angola. Linguagem directa, expressões singulares (que algumas vezes são entendidas apenas por quem conhece bem Angola). Não encontramos “palavras bonitas”, só uma dose da realidade com o selo do artista.
Algumas linhas de destaque:

Na paragem, na moagem, tô atirado na estalagem
Bué de people nenhum wawa, quando vir vai ser mixagem
Tô com a massa do salo e mais trinta da viagem
Quando o wawa apareceu, tava tipo era miragem

Cotovelos, empurrões mesmo antes da porta abrir
Niggas já quase a “balarem” ou mboas a discutir
Nesse mambo de autocarro eu já não sou “wannabe”
Cobrador: “fiquem calmos todo mundo vai subir!”

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